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Boa tarde - Itabira, domingo, 15 de setembro de 2019   NOTÍCIA SECA CONTATO

DOCUMENTÁRIO  
Capítulo 14º: ITABIRA E SUAS PRIMEIRAS REAÇÕES
Como nasceu um projeto moveleiro 30/11/2018

 
A principal e decisiva ação itabirana  na prática pela industrialização de Itabira, apesar de alguns esforços e iniciativas anteriores, começou, pelo menos para este Documentário, no governo do prefeito Olímpio Pires Guerra, Li, em janeiro de 1993. Haverá sempre uma referência passada ao tema, mas ficou determinado que convém delimitar o tempo de mudança da mentalidade itabirana a partir do governo Olímpio Pires Guerra (1993-1996).
 
Foi quando se aceleraram conversações sempre voltadas ao tema “Industrialização”. Comecemos pela edição número 1 de Itabira e Centro-Leste em Revista, que se tornaria DeFato dois anos depois. Aí começa a Era Li na história de Itabira, com a apresentação da equipe de trabalho do novo prefeito, além de entrevista do executivo municipal (páginas 3 e 4) e apresentação do secretariado chamado técnico (página 8), além de  “Opinião”, texto escrito pelo então superintendente das Minas da CVRD em Itabira (cargo atualmente denominado gerente-geral), engenheiro de minas Ricardo Dequech, figura muito citada na época como parceiro do governo. Na página 40 ele escreveu “Industrialização de Itabira” e revelou, em palavras claras, as “preocupações da CVRD com o futuro da cidade”.
 
Já no mês seguinte, 9 de fevereiro, em solenidade realizada com empresários, no Auditório 2025 da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços de Itabira (Acita), fora dos objetivos da reunião, que tinham o foco  em assinaturas de convênios de pequenas empresas com o Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social de Itabira (Fundesi), Dequech tocou no assunto.
 
Por iniciativa própria, sem ser anunciado, na chamada “palavra franca”, Ricardo Dequech levantou-se, pegou o microfone e mudou o clima do encontro ao anunciar a instalação do primeiro grande empreendimento no município, uma fábrica da Medium Density Fibroard (MDF), cujo termo significa aglomerado de madeira de qualidade superior.
 
A SAGA DO POLO MOVELEIRO
 
Ao interesse do itabirano, o assunto daquela noite de terça-feira  não poderia ser melhor para fazer subir a sua autoestima. Dequech, além do prefeito Li e do secretário de Desenvolvimento Econômico, Frederico Penido de Alvarenga, economista recém-formado, com apenas 23 anos de idade, concederam entrevista coletiva e esclareceram dúvidas sobre a novidade que chegaria de surpresa. As crescentes informações se resumiram nos seguintes itens:
 
— o local da nova indústria já estava definido: onde se localizava, na época, uma fábrica de vagões — e fora, antes, a Oficina de Estruturas Metálicas —, área pertencente à empresa, no fundo de instalações do Estádio Israel Pinheiro;
 
— Os investimentos seriam de US$ 40 mil;
 
— O faturamento previsto chegaria a  US$ 28 mil, com  retorno do investimento em dois anos e meio;
 
— A produção dos aglomerados seria de 100 mil metros cúbicos por ano;
 
— A geração de empregos diretos também anunciada: 1.000 componentes da mão de obra, tanto na fábrica quanto no campo.
 
Durante a reunião, outros assuntos da área econômica foram tratados, como a ocupação naquele momento do Distrito Industrial de Itabira, iniciativa agendada desde décadas anteriores e levadas à prática nos anos 1980 e início de 1990. Todos, no entanto, foram ofuscados pelas palavras inesperadas do engenheiro-chefe da CVRD.
 
REFLORESTAMENTO NA REGIÃO
 
Na época de escolha como segunda opção econômica para Itabira, a criação de um polo moveleiro sustentava-se em várias justificativas e uma delas, talvez a mais forte, além da alta demanda  por celulose, fosse a matéria-prima que ocupava grandes áreas florestais em volta de Itabira.
 
O reflorestamento  tem a característica de recuperação de áreas florestais que foram devastadas pela natureza, como incêndios, ou atingidas  por ações humanas, como queimadas, exploração de madeira ou expansão agrícola.
 
A  velha  CVRD tinha como uma de suas subsidiárias a Florestas Rio Doce e coligada a Cenibra, que requeria a madeira para produção de papel, em associação com uma empresa japonesa. Situa-se no município de Belo Oriente, às margens da BR 381, nas proximidades de Ipatinga.
 
Resta agora saber detalhes do que ocorreu depois do  anunciado empreendimento dado como certo e inegável, como foi o desenrolar da história da MDF, as novelas que se desenrolaram, tema que  Itabira e Centro-Leste em RevistaDeFato acompanharam passo a passo.  Falta ainda a resposta à pergunta inquietante que muita gente deve estar fazendo agora: “O que aconteceu depois?”  Veremos já!
 
Em tempo: o atual secretário de Desenvolvimento Econômico de Itabira, José Don Carlos Alves Santos, anunciou recentemente a instalação de uma madeireira no Distrito Industrial itairano.  “O processo está em andamento e vai gerar em torno de 50 empregos diretos. Também estão chegando outras empresas no mesmo molde”, afirmou.
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 
Itabira e Centro-Leste em Revista, edição número 1, janeiro de 1993.
 
Fotos: Silva, Itabira e Centro-Leste em Revista e Divulgação
 
José Sana

 

 

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