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Boa tarde - Itabira, domingo, 15 de setembro de 2019   NOTÍCIA SECA CONTATO

DOCUMENTÁRIO  
CAPÍTULO 9º: NO TEMPO DO MUQUE
Itabira já foi a mãe da Vale 04/09/2018

 

NO TEMPO DO MUQUE

Decretada a sua criação em junho de 1942, oficializada em janeiro de 1943, a Companhia Vale do Rio Doce teve pelo menos oito penados anos sem crescimento ou sequer uma arrancada, De acordo com Fernando José Gonçalves (2002), “A guerra havia terminado em 1945 e as exportações de minério alcançaram apenas 46.000 toneladas anuais. A falta de dinheiro era grande, assim como a de crétito.” (GONÇALVES, 2002, p. 28).

 

A empresa criada, sonhada por uns e indesejada por outros, não decolara. Quer dizer, clara e escancaradamente, que além de ser berço natal da Companhia, além de oferecer-lhe de mãos beijadas o Cauê, de pura hematita, Itabira foi  a verdadeira mãe da CVRD. A comprovação da estagnação inicial pode ser constatada também pelos dados populacionais: em 1940, Itabira tinha 4. 685 habitantes na cidade e 6.807 na zona rural;  em 1950, a cidade subiu seu número populacional para 7.592 e a região rural continuou à frente nos números, com 8.934 (Censo do IBGE de 1940 e 1950 apud BASTOS, 2008, p.79).  Outros autores citados no capítulo anterior mostram as dificuldades que a Vale teve de se erguer. Enfim, cumpre afirmar e comprovar que era uma empresa pequena ainda e dependente de itabiranos.

 

No tempo do muque - peões carregando minério no lombo de burro depois de quebrar as pedras com picaretas e marretas -  a Vale estava com a corda no pescoço. E saiu dessa situação em longo tempo. Vamos ver como foi...

 

VAI OU NÃO VAI?

 

Itabira estagnada, o Cauê cobiçado à mostra, a esperança não parava de crescer dentro da terra do ferro, mesmo com os descrentes que ruminavam tristezas nas esquinas.  O historiador Dermeval Pimenta, ufanista ao extremo, escreveu: “Não há atualmente, disponíveis para as democracias, outras reservas de minério de ferro no mundo, que se igualem às do nosso país, quer em qualidade, quer em quantidade, quer em facilidade para uma exploração econômica em larga escala. Dispomos das minas, da estrada de ferro e do embarcadouro, proporcionando um serviço coordenado com o controle absoluto de todas as operações.” (PIMENTA, 1950, p.90 apud MINAYO, 2004, p. 60).

 

Havia muita literatura escrita para reforçar a mente dos otimistas, como esta: “O ferro das montanhas de Minas Gerais pode de certo modo se considerar inesgotável.” (Saint-Hilaire, 1817/1938: 249). “É curiosa a vila da Utopia, posta na vertente da montanha venerável e adormecida na fascinação do seu bilhão e quinentos milhões de toneladas de minério, com um teor médio superior a 65% de ferro, que darão para abastecer quinhentos mundos durante quinhentos séculos, como garantiu o Visconde de Serro Frio” (ANDRADE, 1933, p. 8 apud MINAYO, 1986 e 2004, p. 45 e 5, respectivamente e LIMA, 2002, p. 14).

 

O próprio Drummond chegou a afirmar ainda: “Temos riqueza para dar ao mundo inteiro e ainda sobra para quatrocentos e noventa e nove mundos possíveis. Se oferecêssemos a cada habitante do planeta a insignificância de uma tonelada de ferro, quase todo o rebanho humano estaria servido, pois a cifra total do rebanho não vai além de um bilhão e setecentos milhões de criaturas.” (ANDRADE, 1967. p 273 apud SILVA, 2004, P.48).

 

Apesar do ufanismo de Demerval José Pimenta (1950, p. 90 apud MINAYO, 2004, p.60), a antropóloga Maria Cecília de Souza Minayo reforça o período difícil vivido pela Vale do Rio Doce no seu berço natal: “O entusiasmo de Demerval Pimenta, no entanto, tem contraponto nas ingentes dificuldades vividas pela CVRD nos seus primeiros anos. O projeto político, de imensa envergadura passa a exigir, para a sua implementaçã, capital muito superior ao inicialmente disponível. Os problemas que se afiguram são de todas as ordens: as minas começam a ser exploradas por processos manuais rudimentares pois não há aparelhagem mecânica que facilite o trabalho, e as condições da ferrovia são absolutamente precárias. Os relatórios de 1942 e 1943 mencionam cerca de cento e dez descarilamentos mensais provocados kpela situação da estrada, dos trilhos e do material rolante (CVRD, 1982 apud MINAYO, 2004, p.61).

 

Superando todos os obstáculos, mesmo demorando um longo período, o crescimento  pergunta:  como a CVRD, até então, uma espécie de  startub sem sucesso, conseguiu a sua arrancada? Já sabemos que até a década de 1950 não havia  crescimento algum, como ficou expresso em números populacionais.

 

Da década de 1950 a 1960, continuavam acesas as chamas do sonho, sempre baseados no brilho do Cauê, um verdadeiro mito físico e natural e na extensão da estrada de ferro, que chegara a Desembargador Drumond (Nova Era), até Itabira.

"ENGENHEIRO DO BRASIL"

O aguardado crescimento só ocorreu, de verdade, na década de 1960 e foi por meio de uma figura quase lendária, um homem que viveu até este ano de 2018. Eliezer Batista da Silva nasceu em Nova Era em 4 de maio de 1924; faleceu em 2018, no Rio de Janeiro, em 18 de junho, aos 94 anos, lúcido e em pleno exercício de seu trabalho intelectual. Tinha um filho único, Eike Batista, empresário muito questionado nas áreas política e econômica. Ele, inclusive, Eliezer, chegou a ser acusado de beneficiar o filho com informações privilegiadas que lhe renderam a fortuna. Mas... não é o tema deste trabalho.

Eliezer era formado pela Escola de Engenharia da Universidade Federal do Paraná em Engenharia Civil, onde se graduou em 1948. No ano seguinte passou a trabalhar na Companhia Vale do Rio Doce, inicialmente como engenheiro ferroviário, galgando vários postos ao longo de sua carreira, até ser nomeado seu presidente por Jânio Quadros, em 1961.

Como presidente, percebendo a necessidade dos japoneses de expandir seu parque siderúrgico, grandemente danificado na Segunda Guerra Mundial, criou o conceito, então inédito, de "distância econômica", o que permitiu à Vale entregar minério de ferro, através do Porto de Tubarão, ao Japão - antípoda do Brasil - a preços competitivos com o das minas da Austrália, sua vizinha.”

(https://pt.wikipedia.org/wiki/Eliezer_Batista?veaction=edit§ion=4).

Ele foi quem deixou suas palavras gravadas para os arquivos da própria CVRD: “Abrimos o mercado para um produto que podia valer pouco, mas a ideia era ganhar dinheiro com a "logística", transformando uma distância física (a rota Brasil-Japão-Brasil) numa "distância econômica", o valor necessário para colocar o minério brasileiro nas usinas japonesas” (mesmo link).

 

Houve momentos em que a comunidade itabirana aplaudiu o chefe da empresa. Por exemplo, na década de 1970, com a cidade carente de moradias, o Sindicato dos Rodoviários tomou a iniciativa de construir um conjunto habitacional. O espaço foi denominado Juca Batista, que era o pai de Eliezer. Para a solenidade de inauguração, Eliezer Batista compareceu e proferiu inflamado discurso, enaltecendo Itabira e, também, prometendo ajudar a cidade em sua trajetória de empresário e presidente da empresa.(1961 a 1964 e 1979 a 1986). Em seu segundo período, o que fez foi dedicar seu tempo a Carajás, projeto que concebeu e iniciou.

 

Contudo, o relacionamento de Batista com Itabira não era estável. Conto eu próprio, vereador (1973-1982), um episódio ocorrido em 1981, quando a CVRD havia decidido construir a empresa Nova Era Silicon no espaço de mineração fracassado de Piçarrão (http://www.novaerasilicon.com.br/noticias/ousadia-e-uma-trajetoria-de-sucesso/). O vereador itabirano Raimundo Geraldo Gonçalves, conhecido como Raimundo Doceiro, propôs aos seus pares “Noites de Vigília”, que seriam acontecimentos de protesto contra  a empresa, por priorizar a vizinha cidade, terra natal do presidente, em detrimento da cidade berço da Companhia. O então presidente, mandou recado à Câmaara Municipal, convocou os vereadores, o prefeito (Jairo Magalhães) e a comunidade para uma reunião no escritório do Areão. O encontro com itabiranos ocorreu, Eliezer falou muito, ninguém contestou, todos acreditaram em suas palavras que prometiam ações diversificadoras da economia para Itabira. Como se sabe, não cumpriu suas promessas e a cidade ficou a “ver navios”.

 

Poliglota autodidata, Batista aprendeu sozinho russo, inglês, alemão, francês, italiano e espanhol, e adquiriu noções básicas de grego.

(https://pt.wikipedia.org/wiki/Eliezer_Batista).

Por ocasião de falecimento de Eliezer, em junho de 2018, o então presidente da Vale, Fabio Schvartsman, publicou  declaração na imprensa brasileira: “Estamos consternados. Nosso maior engenheiro, o homem que teve a visão de preparar a Vale para ser a empresa que conhecemos hoje, se foi. Eliezer Batista, que um dia recebeu a alcunha de ‘Engenheiro do Brasil’, bem que poderia ser conhecido por ‘O Construtor da Vale’. Sim, temos orgulho de dizer que fomos a sua principal obra”.

 

 (https://www.hojeemdia.com.br/primeiro-plano/economia/vale-lamenta-morte-de-eliezer-batista-que-foi-duas-vezes-presidente-da-empresa-1.631357).

 

UM FUNDO QUE FICOU SEM “FUNDO”

A primeira  figura importante nesta história chamava-se Israel Pinheiro, nomeado por Getúlio Vargas como superintendente depois presidente da CVRD, um mineiro que lutara pela implantação da siderurgia em Minas Gerais, não em Itabira, mas Governador Valadares. Mas que sonhava com o desenvolvimento de Minas e do Brasil, por meio de toda a região de influência da Companhia Vale do Rio Doce. “Israel sonhava transformar o Vale do Rio Doce no Ruhr (1) brasileiro... “Além da extração do minério, era propósito do governo, ao criar a empresa, promover o desenvolvimento da Zona do Rio Doce, desde o litoral até suas nascentes. Para tanto, introduziu em seu estatuto um dispositivo, destinando o excedente dos lucros por ela auferidos, depois de feitas as deduções legais e pago o dividendo aos acionistas, para a criação de um fundo de desenvolvimento da Zona do Rio Doce. Os recursos do fundo seriam aplicados em projetos elaborados por técnicos da Vale do Rio Doce (Companhia), de acordo com os governos dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo e aprovados pelo presidente da República.” (VAZ, 1996, p. 167).

 

Outros autores, como Ana Gabriela Chaves Ferreira e Maria das Graças Souza e Silva, também discorreram sobre o fundo de reserva: “Conforme consta de seus estatutos, a Vale do Rio Doce deve aplicar até 8% de seu lucro líquido anual em invetimentos voltados para o desenvolvimento socioeconômico das áreas em que opera nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo (CVRD, 1992: 271 apud FERREIRA, 2015, p.87 e SILVA, 2004, p.92).

 

O conhecido Fundo de Desenvolvimento da Região do Rio Doce funcionou de certa forma, burocrático e com poderes políticos nas mãos do presidente da República, centralizado. Era destinado a 126 municípios de Minas Gerais e 21 do Espírito Santo, tinha regras estabelecidas. Quando da privatização da empresa, em 1997, diluiu-se numa legislação desburocratizada mas sem compromissos. Ninguém falou mais do assunto, nem os municípios que foram ou seriam beneficiados.. Hoje não se fala mais nele, que tinha, ainda, o objetivo de compensar os municípios da área mencionada pelos estragos provocados pela mineração.

 

ANÁLISE

 

Se Itabira  deve à Vale  por incrementar o progresso e desenvolvimento  ainda sem segurança, a Vale deve também muito: levou o Cauê e outras jazidas, pagou impostos, sim, mas imposto não são doações. As benesses acabaram sendo sempre migalhas, chamadas de  merrecas em público - vamos tratar deste tema ainda. Deu o que hoje o prejuízo de perder a CSN, tema já falado; depois a criação da CVRD, nada de vantagem porque era, na verdade, “toma lá, dá cá”.

 

Os lados positivos sempre foram  lembrados, como focaliza o professor José Carlos Fernandes de Lima (2002): “... é dela (CVRD) que retiram o salário para o sustento e por ela conseguem respeito, honra e crédito na sociedade e assim mantêm seu nome e sua família. E como ‘mãe possessiva’ a empresa marca seu presente e seu futuro, criando-lhes um profundo sentimento de dependência que traduz a essência mesma de sua condição de assalariado”.

 

O autor Denes Martins da Costa Lott (2014) também enobre o papel da Companhia neste constexto: “Na realidade, para avaliar o papel da CVRD no desenvolvimento de Itabira, ter-se-ia que comparar o Município com o que possivelmente aconteceria se a empresas não tivesse sido criada” (LOTT, 2014, p.43).

 

Nesse aspecto de apurar quem deve mais, parece ter havido nos anos iniciais mais doação e tolerância de Itabira, exemplo de vários itabiranos que ajudaram a empresa a crescer, como, especificamente,  o engenheiro Pedro Martins Guerra que foi o principal incentivador da Vale, emprestando dinheiro, avalizando, contribuindo com conhecimentos. Sem ele a CVRD jamais sairia do lugar. Esta é uma dívida histórica, construída em uma década. Outras comparações serão feitas mais tarde.

 

Quando ainda pairavam dúvidas no cenário sobre o crescimento da empresa, eis que surge Eliezer Batista da Silva que, com a sua  inteligência ímpar soube acalmar a comunidade itabirana, mesmo sendo, ficou claro, um descumpridor de promessas.

 

CONCLUSÃO

 

Trata-se este de  um capítulo importante na história da Vale, a sua criação e arrancada. Criar por criar, milhões de empresas nascem neste país imenso. Outros milhões fecham as portas. Itabira oferecia a riqueza, cantada em prosa e versos. A Vale era movida por um extremo nacionalismo, que fazia oposição ao capital estrangeiro. Acabou sendo financiada pelo dólar americano e a  libra esterlina  inglesa, graças a uma guerra sanguinária que por pouco não acabava com o mundo.

 

Getúlio Vargas agiu, foi esperto, trouxe recursos para a empresa CSN gerida por um de seus genros (Amaral Peixoto, prefeito de Volta Redonda (RJ) e a mineradora  CVRD, que nasceu em Itabira. A guerra acabou e a vocação exportadora da Vale teve um entrave de dez anos, como foi dito e repetido. Ou mais que uma década, rastejando, esperando o mercado siderúrgico emergir das necessidades que o mundo iria impor mais tarde.

 

Aí, apareceu um milagre chamado Eliezer Batista da Silva, o mesmo que “dobrou” com palavras e experiência internacional várias testemunhas que aí estão para confirmar (Edson Tomáz Gomes (presidente da Câmra Municipal), José Celso de Assis, Antônio Cunha Neto, Sebastião de Oliveira, Onelvino Coelho Jácome, Sílvio  Alvarenga Carvalho, Wilson do Carmo Soares, Raimundo Geraldo Gonçalves (que propôs as Noites de Vigília) e eu, José de Almeida Sana. Digo mais: entre outros, estava presente Ceomar Paulo Santos, que atuava na Assessoria de Comunicação Social em Itabira.

 

Para fechar este capítulo, faço das palavras de Drummond as minhas em frase transcrita por Roberto Geraldo Rodrigues (2011) em sua Dissertação de Mestrado em Letras pela Universidade Federal do Espírito Santo: “Todos cantam sua terra, mas eu não quis cantar a minha. Preferi  dizer palavras que não são de louvor, mas que traem a silenciosa estima do indivíduo, no fundo, eternamente municipal e infenso à grande comunhão urbana. Ainda assim fui  itabirano, gente que quase não fala bem de sua terra, embora proíba expressamente  aos outros falarem mal dela. Maneira indireta e disfarçada de querer bem, legítima como todas as maneiras”.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

BASTOS, Elaine Viza. Itabira e a Companhia Vale do Rio Doce: interações e identidade no tempo da modernidade. Belo Horizonte: Artigo de pós-graduação: PUC/Minas, 2008,120 p.

FERREIRA, Ana Gabriela Chaves. Mineração em serra tanto bate até que seca - A presença da Vale em Itabira para além do desensolvimento dos conflitos ambientais.  Belo Horizonte: Monografia, 2015, 134 p.

GONÇALVES, Fernando José. A vida que Deus me deu (autobiografia). Belo Horizonte: RC, 2002,136 p.

LIMA, José Carlos Fernandes de. A sociedade civil de Itabira na década de 90 e a democratização do poder local: avanços e dificuldades. Belo Horizonte: Dissertação de Mestrado, 2002, 124 p.

LOTT, Denes Martins da Costa. O fechamento de mina e a utilização da contribuição financeira por exploração mineral. Belo Horizonte: Del Rey Edittora, 2014, 98 p.

MINAYO, Maria Cecília  de Souza. Os homens de ferro: estudo sobre trabalhadores da Vale do Rio Doce em Itabira. Rio de Janeiro: Dois Pontos, 1986, 244 p.

MINAYO, Maria Cecília  de Souza.  De ferro e flexíveis. Rio de Janeiro: Garamond,  2004, 460 p.

RODRIGUES, ROBERTO GERALDO. Uma viagem pela poética de Carlos Drummond de Andrade, (re) tratando a marcante presença de Itabira em sua obra. Vitória (ES): Dissertação de Mestrado em Letras, 2011, 104 p.

SAINT-HILAIRE, A. “Itabira do Maro Dentro, jornada de Itabira a Vila do Príncipe”. In: Viagem pelas províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais. São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre: Companhia Editora Nacional, 1938, 246 p.

SILVA, Maria das Graças Souza  e.  A Terceira Itabira. São Paulo: Editora Hucitec, 2004, 256 p.

SOUZA, Maria do Rosário Guimarães de. Da Paciência à resistência: conflitos entre atores sociais, espaço urbano e espaço de mineração. São Paulo: Aderaldo & Rothschild Editores, 2007, 176 p.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Eliezer_Batista (Acessível em 02/09/2018).

https://www.hojeemdia.com.br/primeiro-plano/economia/vale-lamenta-morte-de-eliezer-batista-que-foi-duas-vezes-presidente-da-empresa-1.631357 (Acessível em 02/09/2018).

https://pt.wikipedia.org/wiki/Eliezer_Batista?veaction=edit§ion=4 (Acessível em 02/09/2018).

 

José Sana

 

Fotos:1.Posse de Israel Pinheiro como primeiro presidente da Vale (Arquivo CVRD)

          2. Vista de itabira do Mato Dentro, década de 1930  (Bras Martins da Costa)

          3. Transporte de minério de ferro em lombo de burro (Arquivo CVRD).

          4. Vista de Itabira do Mato Dentro (Arquivo Museu de Itabira)

          5. Vista de Itabira (Arquivo Museu de Itabira)

 

(1) O Vale do Ruhr (em alemão, Ruhrgebiet, coloquialmente, Ruhrpott) é a região metropolitana mais populosa da Alemanha e também a maior região industrial da Europa. Está situada no centro do estado da Renânia do Norte-Vestfália, ao longo do leito do rio Ruhr.Trata-se de uma conturbação de onze cidades e vários municípios dos distritos administrativos (Kreise) em seus arredores, cujos crescimentos ocasionaram a ligação direta entre um e outro, quase sem espaços rurais entre eles. Os limites urbanos da região são difíceis de serem delimitados, principalmente ao sul, uma vez que a área de municípios mais povoados seguem continuamente e se misturam com os da região metropolitana de Düsseldorf. Esta conturbação forma parte da megalópole conhecida como região do Reno-Ruhr.

 

(2) DECRETO-LEI Nº 4.352, DE 1º DE JUNHO DE 1942 - Art. 6º Para exploração das jazidas de ferro de Itabira e do tráfego da Estrada de Ferro Vitória-Minas, fica o superintendente autorizado a praticar todos os atos necessários à constituição de uma sociedade anônima nas condições adiante fixadas. § 7º O dividendo máximo a ser distribuido não ultrapassará de 15% e o que restar dos lucros líquidos constituirá um fundo de melhoramentos e desenvolvimento do Vale do Rio Doce, executados conforme projetos elaborados por acordo entre os Governos dos Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, aprovados pelo Presidente da República.

 


 

 

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