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Boa tarde - Itabira, domingo, 15 de setembro de 2019   NOTÍCIA SECA CONTATO

MEIO AMBIENTE  
BENTO RODRIGUES SERÁ RECONSTITUÍDO
Governo do Estado concede licença ambiental 06/07/2018

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado, a partir de agora, a Fundação Renova pode começar o reassentamento do novo distrito de Bento Rodrigues, município de Mariana. A área licenciada é conhecida como Lavoura e tem 100 hectares.
 
Em novembro de 2015, um volume de 43,7 milhões de m³ de lama vazaram da barragem, na Região Central de Minas Gerais. O desastre deixou 19 mortos. Segundo a Renova, ao todo, 207 construções foram atingidas em Bento Rodrigues e 225 famílias perderam suas moradias.
 
A autorização dada pela Semad inclui três tipos de licença, denominadas prévia, de instalação e operação. Conforme o governo, em cada etapa podem ser acrescentadas condicionantes com ações de compensação ambiental pela Renova.
 
A fundação ainda não confirmou se a entidade teve acesso aos documentos. Segundo a Renova, o pedido foi protocolado no dia 23 de maio e considera que o reassentamento vai ocupar 98 hectares.
 
"Para a aprovação do projeto urbanístico e emissão da anuência prévia quanto ao parcelamento do solo, o projeto de engenharia está em análise pela Secretaria de Estado de Cidades e de Integração Regional (Secir). O início das obras de infraestrutura do novo distrito, como pavimentação, drenagem, redes de esgoto, distribuição de água e de energia agora depende da anuência da Secir e da emissão do alvará de construção pela Prefeitura de Mariana", disse a entidade em nota.
 
 
A fundação foi criada mediante acordo entre União, estados e a mineradora Samarco – controlada pela Vale e pela BHP Billiton – para reparar os danos do rompimento da barragem.
 
De acordo com a entidade, as primeiras casas devem ficar prontas no ano que vem. A BHP emitiu nota dizendo que recebeu a notícia com satisfação e que continuará apoiando o trabalho da fundação nas obras e no reassentamento dos moradores.
 
Segundo a Fundação Renova, a barragem de Fundão abrigava cerca de 56,6 milhões de m³ de lama de rejeito. Desse total, 43,7 milhões m³ vazaram. Uma parte – 4,5 milhões de m³ – ficou retida na área da Samarco. Os outros 39,2 milhões de m³ mataram 19 pessoas, atingiram os afluentes e o próprio Rio Doce, destruíram distritos e deixaram milhares de moradores da região sem água e sem trabalho.
 
Com G1
 
Fotos: Antes e depois do desastre ecológico (Arquivo)

 

 

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